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17/06/2007 18:58
Destilar Veneno
Sairei para dar tapas em bocas de aranhas,
e darei tapas em testas a esmo.
Entre outras; mais uma prova das minhas atitudes impúberes,
para revigorar as lembranças das desonras póstumas, pós,
relacionamento púbere, porém, constituído de uma denotação sexual qualificativa.
Todas as chances são ínfimas neste parque oleagíneo.
Nosso esporte era incitar a cisão entre nós,
provocar a abstinência.
Paguei à rés, toda a ambigüidade,
sem alarde, sem pândegos;
desta minha necessidade, apenas o remanescente de
um quarto banhado a rum, e o creosotar de compilações
minuciosas de nossos registros em fotogramas.
Se conhecer e se extirpar.
Coração faccioso,
não gosto de compará-la a um ser ungulado.
Mas,
quanto a calipígia? ( ... ) - Ai meu Deus!
Confesso. Findo-me suscetível a ela;
meus caracteres se caracterizam,
minha posição é monogâmica, enquanto nado em sua trama urdina.
Cuidado moça!
Não pise em calos expostos de elefantes neuróticos e entorpecidos.
É golpear ação contundente na ferida da memória contemporizada.
Meu casamento morganático,
com direito a cenas de felação.
Eu, orador de dois mundos.
Sou a exegese do sexo,
com minhas sonsas notas-à-toa.
Em defectivo: adequo meus erros crassos.
Dividir o passado pelo futuro,
só me sobra viver
Como súcubo e incubo.
Meus detalhes íntimos e contrastes marcados.
Um confrontar de versões
no limite do eterno.
enviada por Sandro
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